sexta-feira, 24 de junho de 2016

Träumereien


Träumereien é um projeto instrumental com raizes no Neofolk/Ambient/Blues e que visa, essencialmente, a transcendência da percepção banal por meio da agitação, em maior ou menor grau, do consciente e do subconsciente, tendo o alento e a espontaneidade como emoções chave para a realização das composições e a consequente experiência de ouvir e sentir cada nota soar em sua singularidade e uníssono.
A ideia de um projeto instrumental abarcando uma atmosfera soturna e melancólica surgiu em fins de 2014. Antes disso, eu trabalhava em um projeto de Pagan Folk chamado Úlfr (igualmente one man band), que divulguei por um tempo, mas depois parei de trabalhar nele, suspendi a divulgação e retirei as canções das plataformas usadas para a divulgação de até então, guardando-as privativamente.
2014 foi um período na minha vida em que a melancolia começou a ganhar forma efetivamente e eu estava pescando em horizontes musicais que condiziam com o sentimento. Ouvia muito bandas de Neofolk, Dark Folk e Ambient como: Falkenstein, Jännerwein, Sangre de Muérdago, Traum'er Leben, Sonne Hagal, Nebelung, Seelenthron e etc. Pescava bastante de algumas bandas de Pagan folk, Pagan Black Metal e Folk Metal, por motivos bem pessoais, como: Wardruna, Hagalaz’ Runedance, Fejd, Falkenbach, Menhir, Heimdalls Wacht, Folkstone, Bloodshed Walhalla e por ai vai.  
As gravações começaram a ganhar forma com um notebook Samsung que eu tinha na época e que tinha um microfone terrível, e um violão igualmente ruim, mas que me trouxe boas emoções enquanto o tive. Fiz o melhor para tornar o primeiro álbum (Gravado 80% com estas ferramentas) o mais audível possível, usando do Audacity (Meu fiel companheiro nessa jornada toda, rs) para regular frequências, adicionar efeitos, retirar ruídos, ordenar tempos e esse tipo de coisa que vocês conhecem muito bem.
O primeiro álbum, intitulado homonimamente à banda (Träumereien), foi a primícia do que seria um poço de externalizações dos sentimentos do músico que encabeçou e que dá continuidade ao projeto one man band em pauta (Eu, Hermenn). As músicas não tem seus nomes escolhidos aleatoriamente ou conforme pareça mais “belo”, mas sim de acordo com o sentimento envolvido durante sua composição. As músicas de Träumereien nunca passam de um dia de trabalho, pois minha intenção nesse projeto foi e é de ser fiel ao sentimento humano, e por mais que uma reprodução deste sentimento em formato outro que não o do próprio nunca seja perfeitamente igual ao que ele é de fato, ainda assim, sua harmonia com aquilo que o representa se faz mais intensa o quão mais próximo dele estiver do que a dias de distância. O sentimento de hoje nunca será o mesmo de amanhã.
Em 2015, uma nova maré de sentimentos me afogou, novas vivências e experiências surgiram, e o álbum foi ganhando novos contornos. Do início ao fim ele é puro caos, no que concerne aos sentimentos que o motivaram em sua conjuntura e que motivaram cada música individualmente. Sua completude se deu em 15 de Novembro de 2015.

Passaram-se cerca de dois ou três meses até que o segundo álbum tivesse início (Sem nome até muito próximo de seu lançamento, em 19 de Junho de 2016), e este, já pegando o fio da meada do primeiro álbum, com uma pegada com muitas influências do blues e Southern Rock (Que marcou o fim do primeiro álbum: Sonny Boy, Muddy Waters, Adam Gussow, Blackfoot, Doc Hollyday,.38 Special), dialogou sua atmosfera “Oh hell yeah” com a brutalidade e espacialidade do Atmospheric Black Metal e do Depressive Suicidal Black Metal, que foram gêneros que enxertaram todo o processo de criação desse segundo álbum em termos de influência: Lustre, Basarabian Hills, Thy Light, Midnight Odyssey, Elderwind, Eldamar, Melankoli, Caladan Brood, Hermóðr e etc. Um novo notebook foi adquirido, com um microfone interno eras à frente do anterior e um novo violão, com uma ressonância mais expressiva. Alguns instrumentos sumiram (Como a flauta irlandesa presente em “O Poeta Errante” no primeiro álbum), e outros apareceram como figurantes mais assíduos (Como a Gaita Diatônica usada já desde a última faixa do primeiro álbum e que aparece vezes mais no segundo álbum).
Vociferando Silêncio, nome escolhido para o supracitado segundo álbum, carrega uma atmosfera, em termos gerais, bem parecida, no que concerne à melancolia e ao alento (Emoções chaves que norteiam o projeto como um todo), com a do primeiro álbum, mas em suas minúcias, eles são um tanto diferentes.

Träumereien é um projeto one man band que, de outro modo, não poderia existir, pois é a expressão máxima de um indivíduo só, de todas as suas frustrações e gozos, de todas as suas melancolias aterradoras e alentos sublimes, tudo sendo externalizado e capturado em uma porção de notas que tentam soar em uníssono com a existência deste que vos fala. Seu nome, que significa “Devaneio” em alemão (A língua escolhida também tem uma instância pessoal), foi escolhido por um motivo simples e de profundidade incomensurável: Não existe lucidez quando se trata de sentimentos, e, como homem que busca viver o sentimento intensamente, estou fadado a viver o caos na mesma medida em que busco a beleza na sentimentalidade das coisas (Que tem sido esquecida nesse mundo mecanicista e exacerbadamente pragmático).
Träumereien é a extensão do Hermenn e o Hermenn é o único que pode permitir que Träumereien exista como foi concebido para existir.

Há planejamentos de um terceiro álbum, mas com uma pausa para que o projeto possa respirar um pouco. A pausa será ditada na mesma medida em que foi ditada entre o primeiro e o segundo álbum: pelo sentimento que venha a motivar os próximos passos para o futuro do projeto.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Seiðr poético



"Longe de qualquer sentimento estou
Mas perto de todos, posso me sentir
Eu não posso me ver
Mas posso me detalhar por inteiro."

Interpretação Seiðr por Magni,o mais jovem.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A Caçada Selvagem

Um evento invernal que ocorre nas noites mais escuras e nas épocas mais difíceis,onde ocorre uma caminhada sangrenta composta por guerreiros mortos e seres estranhos,a terrível aparência do grupo normalmente é acompanhada por barulhos extremos mas também pode ser percebida em súbito silêncio,está procissão ocorre com a liderança de Wotan, o que pode nos levar aos Einherjar.





O jogo de RPG The Witcher 3:Wild hunt,é mais uma prova que as antigas lendas ainda se fazem presentes no nosso dia-a-dia.


Sæmiligr

Nem mesmo aos deuses pertence a visão do futuro,como nós, vivem as cegas sobre o futuro próximo,seja sobre nossas vidas,a deles ou tudo que existe.

Apostam nos próprios instintos naturais e celestiais.


Wyrðr

Nas profundezas de Yggdrasill vivem as senhoras donas do wyrd,os fios que tecem nosso destino,milhares deles acabam antes mesmo de começar.O wyrd não é um fio fixo e sim uma teia cercada de penhascos invisíveis onde um passo leva ao fim de um futuro ou a criação de um outro.
As senhoras da vida dançam o destino...