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terça-feira, 13 de maio de 2014

(Entrevista) Banda Cangaço

"Imaginar é de graça."



Como escolheram o nome da banda?

Precisávamos de um nome marcante, que passasse agressividade e remetesse à nossa região, que é de onde tiramos grande influência para nosso trabalho tanto nas letras quanto na parte musical. O fato de ser um nome em português permite uma melhor assimilação pelo público brasileiro. Trata de um fenômeno que nosso povo vivenciou a não muito tempo e é de conhecimento geral, criando uma forte ligação entre o público e as nossas letras que tratam do assunto. Embora não seja o único tema que abordamos.

O que vocês acham do metal em geral?

Um estilo musical novo e em constante mudança e evolução. Fundamentado na música de protesto, autoconfiança, respeito ancestral, reflexão e provocação. Uma espécie de contracultura que os maiores desafiados são os próprios limites e clichês do estilo, além de códigos sociais e enigmas psicológicos individuais.

O que acham da cena do metal nacional?

Após uma longa gestação, finalmente dando as próprias caras. Criando coragem para contribuir e não copiar o que já foi feito. Aceitando o próprio idioma e história. Isso também vale para nós.

Qual o objetivo das musicas?

Comunicação psíquica com quem teve experiências parecidas conosco ao longo da vida, independente da distância. Identificarmo-nos no público e servir de inspiração para viver a quem despende o sagrado tempo em nos escutar.

Como os integrantes se conheceram?

Magno e Rafael se conhecem desde os 6 anos do colégio e o Mek foi descoberto quando tocava bateria num show do Andromeda em 2010, em Vitória de Sto. Antão, no Blizzard of Rock. Adentrando à banda 2 anos depois. Logo após à gravação do ‘Rastros’.

Vocês imaginavam o tamanho e a aceitação que a banda chegaria?

Imaginar é de graça. E continuamos imaginando que não somos nada comparados a artistas que contribuíram para a arte local em diversas partes do mundo. Ainda temos muito que trabalhar e mostrar.

Desde o inicio pensavam em fazer essa união da musica mais regional com o metal?

Existia o Vectrus, banda que deu origem ao Cangaço. Desde 2009, ainda com esse nome e uma proposta mais genérica, naturalmente a parte musical foi desaguando para referências à memória brasileira nordestina. E intuitivamente arriscamos em seguir o coração e ousar juntar os dois estilos musicais que mais nos emocionam numa proposta mais concreta e ‘True’.

O que pretendem em 2014?

Gostar mais ainda do que fazemos. Ensaiar as músicas novas para gravar um novo disco no final do ano. E tocar aonde nos chamarem.

Como foi ser um representante brasileiro no Wacken Open Air?

Mais que um sonho, um intensivo de organização e profissionalismo por parte da estrutura do festival nos deixou como matutos na cidade grande. Uma honra profunda de receber a confiança dos jurados do concurso, pessoas de respaldo e peso na cena e, acima de tudo, certeza de que era o ‘SOM’ que queríamos para nossas vidas.





Agradeço a banda por aceitar a entrevista,mais uma das bandas que realmente dão as caras e aceitam o próprio idioma e a própria historia.



segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Cangaço

O Cangaço surgiu em Recife no início de 2010 e atualmente conta com Rafael Cadena – Guitarra/Vocal, Magno Barbosa Lima – Baixo/Vocal e Mek Natividade – Bateria/Percussão.
A arte da banda é criar novas texturas musicais baseadas na Música tradicional brasileira e no Metal moderno, com letras que incitam a reflexão e o senso crítico na juventude atual “… A banda trilha por um caminho que assusta os puristas. A escolha é pela mescla da agressividade com as melodias regionais de baião, forró, maracatu e por aí vai. Com um detalhe: o que influencia os caras é a vertente erudita: Sivuca, Quinteto Violado e o guitarrista Fred Andrade” (Wilfred Gadêlha, Jornal do Commercio).
Em maio de 2010, se destaca como banda vencedora da Seletiva do Wacken Metal Battle Brasil, evento que selecionou uma dentre setenta e cinco bandas inscritas de todo o Brasil para tocar no Metal Battle da Alemanha, que aconteceu dentro do Wacken Open Air 2010 entre os dias 4 e 7 de agosto, maior evento de metal do planeta que contou também como atrações bandas como Iron Maiden, Slayer e Soulfly.
Com isso, o grupo ganhou grande espaço na maior revista especializada em Heavy Metal do Brasil, a RoadieCrew, tendo destaque em três edições da revista.”… o power trio recifense é bom demais mesmo… não se constrangem em colocar elementos regionais em sua música. Só que isso é feito com enorme inteligência e parece que os ritmos típicos do nordeste são parte integrante e indissociável do Thrash/Death que a banda desenvolve. Além disso, algumas passagens chegam até a mostrar uma improvável influência de Jazz, tornando o som da banda único. Some-se isso a letras inteligentes e o interessante trabalho dos dois vocalistas e temos aí uma das mais promissoras bandas surgidas aqui nos últimos tempos” (Antônio Carlos Monteiro, editor da revista).
Em janeiro de 2013 lança seu primeiro álbum, intitulado “Rastros”. Resgatando da memória coletiva o espírito dos antigos guerreiros do sol que povoavam o nordeste brasileiro a uma centena de anos atrás, mostrando à luz da música verdadeira, sincera e densa, quão necessária é a coragem para se viver e assumir responsabilidade por pensamentos, palavras e ações.
A banda possui ainda duas demos (Cangaço e Parabelo – 2010) e um EP (Positivo – 2011) Todos os registros produzidos e lançados de forma independente.
O Cangaço traz a bandeira da evolução humana e prova que barreiras socioeconômicas não são mais do que atrasos neste processo. Pessoas de qualquer parte do mundo têm condições de apresentar propostas artísticas e científicas válidas, independentemente de rótulos culturais.

Nota da banda:10/10

Nome da banda: Cangaço




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